Contatos turbinados


Colorido e moderno, Poken chega para substituir
o tradicional cartão de visitas em papel

Alysson Lisboa Neves
Matéria publicada no Jornal Estado de Minas – Caderno Inform@tica.
Com o slogan “Seu cartão de negócios social”, já está no mercado europeu e asiático o Poken. Estiloso e inovador, o brinquedinho nada mais é do que um cartão de visitas virtual que armazena seu perfil nas redes sociais, como Orkut, Facebook, Linkedin etc. Para transmitir seus dados para outra pessoa, basta encostar um aparelhinho no outro e, em um segundo, seu cartão de visitas é enviado.

A fabricante, que tem sede na Suíça, pretende tornar o Poken uma febre mundial. Quem teve a ideia de criá-lo foi o canadense Stéphane Doutriaux. Ele pensou em desenvolver uma solução em que as pessoas pudessem trocar informações de maneira simples e imediata, sem a necessidade de papel. Você escolhe quais perfis pretende compartilhar e cria um cartão de visitas virtual com esses dados. Para visualizar seus contatos, basta conectar o aparelho na entrada USB de seu computador.

Fantasmas, vampiros, panda e até o presidente Barack Obama são alguns temas dos avatares que podem ser carregados no bolso como chaveiros. Na Europa, o Poken custa 14,95 euros. É possível também comprar uma caixa com 12 unidades por um custo menor. Questionada sobre o valor um pouco salgado para os padrões brasileiros, algo em torno de R$ 36, Marta Orueta, funcionária do departamento comercial e responsável pela divulgação do Poken na Espanha, se defende: “Imprimir 200 cartões de visita na Espanha custa, em média, 15 euros.

Além disso, os cartões Poken são dinâmicos e qualquer alteração que você faça no seu perfil, automaticamente é recebido por seus contatos.” Ela ainda ressalta sua praticidade. “Pelo fato de serem digitalizados, você não perde tempo em gerenciar seus contatos”, conclui.
Há dois tipos de Poken. O modelo Spark, com forma de avatar, e o Pulse, com memória Flash de 2GB, que funciona também como pen drive, porém com uma aparência menos divertida. Se uma pessoa não tem o Poken para compartilhar, você pode exportar seu cartão pessoal em formato vCard e enviar por e-mail para ela.

O Poken armazena até 50 contatos. Quando um aparelho se aproxima do outro, uma luz verde sinaliza que a transferência foi realizada. Se uma luz vermelha piscar, é sinal que a transferência não foi bem-sucedida. Então, basta repetir o procedimento. Toda vez que você atingir o número máximo de contatos, deve descarregar o Poken para poder liberar a memória e, assim, agregar contatos.

Segurança
Segundo a empresa desenvolvedora do Poken, o aparelho tem um sistema em que os dados são transmitidos somente quando há o contato físico entre os aparatos. Para que os dados sejam visualizados, é necessário senha. E mais: se você perder seu Poken, ele não terá utilidade para outra pessoa, uma vez que ele está vinculado à sua conta. Se você adquirir um novo aparelho, seus contatos continuarão ativos. Basta se cadastrar novamente no site.

Mercado
Apesar de o Brasil ser um dos países onde há maior presença de jovens nas redes sociais, o produto ainda não desembarcou por aqui. Muitas empresas europeias ainda não atentaram para o crescimento da internet no Brasil. Para ter uma ideia, dados de 2006 mostram que o número de usuários de redes sociais, como o Orkut, já ultrapassa 16 milhões. Nos Estados Unidos, onde o produto já é vendido, são apenas 28 mil usuários ativos. Embora o Poken ainda não seja comercializado em terras brasileiras, você já pode fazer o cadastro e gerenciar seus contatos nas redes sociais pelo site http://www.poken.com/.
O recurso de cartões virtuais já é comum nos novos aparelhos celulares, mas nem por isso os idealizadores do Poken desanimam. Segundo eles, os celulares, além de necessitarem de mais habilidade de seus usuários para utilizar o recurso, requerem que sistemas operacionais sejam compatíveis entre centenas de modelos existentes.

Já o Poken ganha em agilidade e simplicidade. Resta saber se a tal engenhoca se tornará uma febre mundial, como ocorreu, por exemplo, com os Tamagotchis em meados dos anos 1990, ou se será mais um chaveirinho no fundo da gaveta.

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