Caia na teia virtual


Matéria publicada no Estado de Minas sobre Web 2.0 – Redes Sociais. 

Ao lado das mais populares, como Twitter e Facebook, redes sociais  não menos interessantes se multiplicam em busca de audiência e projeção. Há espaço para todos, como prova teste que o caderno Informátic@ fez com 70 sites

Alysson Lisboa Neves

Redes sociais como Facebook, Myspace, Twitter e Orkut são ferramentas que já fazem parte do dia a dia de qualquer internauta que se preze. O sucesso dessas mídias aguça a vontade de centenas de outros desenvolvedores de sites, que buscam seu lugar ao sol no mundo virtual. Aplicativos pouco conhecidos no Brasil, como Befter, Finetune, Metacafe, Meetsee, Hagout, Gazopa, 360cities disputam audiência com os gigantes da internet. Muitos desses sites são divertidos e úteis, mas não conseguem tanta visibilidade. Outros não servem para muita coisa, ou você já encontra funções semelhantes em uma das ferramentas do Google, por exemplo. Selecionamos 70 redes, nos quais o leitor poderá encontrar aplicativos para as mais diversas utilidades, como criação de avatares, confecção de diagramas para programadores de software, compartilhamento de fotos, diários de viagem, aplicativos 3D, mapas do corpo humano, editores de imagem, novos buscadores de sites etc. É aderir e se divertir.

Descubra qual é a sua rede

As redes sociais se multiplicam a cada dia na internet. Agregadores de conteúdo, sites para construção de maquetes, diagramas, avatares, compartilhamento de música etc. Mas existe espaço para todo mundo ou só os grandes sobreviverão? Para Jorge Rocha, jornalista e coordenador da pós-graduação em produção em mídias digitais do Instituto de Educação Continuada (IEC PUC/Minas), a sobrevivência no meio digital pode, inicialmente, ser associada à constante capacidade de reinvenção dessas ferramentas.

Para se manter vivo e ativo, além da participação dos usuários, os sites devem mostrar novidades constantemente. “Nenhum dos sites que hoje são bem conhecidos, como Orkut, Facebook e o Twitter ficaram estagnados em suas funcionalidades, formatação e capacidade de agregação”, ressalta Rocha.

Segundo o especialista, o que se observa, em certos casos, é a repetição de esquemas e funções que deram certo, versões beta testadas por um grande número de pessoas que ainda hoje continuam utilizando tais ferramentas. “A integração de perfis no Twitter, no Facebook e em blogs, e até mesmo o malfadado Googlebuzz, compõem esse cenário, tanto para o bem quanto para o mal”, ressalta o professor.

Comensalismo 2.0 

Jorge Rocha não acredita que somente sites “famosos” terão vez no ciberespaço. Para a sobrevivência das redes sociais, o que predomina é a lógica de demanda e o que as comunidades virtuais podem fazer a partir de um determinado serviço que o site oferece. “Aplicações associadas ao Twitter, por exemplo, criam uma espécie de comensalismo 2.0”, enfatiza o professor.

Com o espantoso crescimento do uso de celulares – até o fim deste ano serão 5 bilhões de assinantes em todo o mundo –, segundo a International Telecommunication Union (ITU) – ,as empresas estão de olho nesse mercado. Prova disso é que a grande maioria das redes sociais permite a integração de seu conteúdo entre redes sociais e aparelhos de celular. Essa recombinação é a palavra-chave quando se pensa em mídias digitais. Tais aplicações, associadas, têm sua devida importância, pois aumentam e ampliam seu alcance e, consequentemente, a visibilidade.

Mas o grande números de sites que, muitas vezes, não servem para nada ou repetem funções idênticas encontradas em outros locais não estariam criando uma nova bolha na internet? Para Jorge Rocha, a resposta é não. Os usuários de internet já estão suficientemente vacinados contra bolhas na internet. Jorge Rocha acredita na recombinação como o diferencial desse processo. Algo que muitos aplicativos já fazem com os celulares mais modernos.

Visibilidade sem modismos

A morte dos blogs – o Twitter seria o principal suspeito –, já foi alardeada há algum tempo. Mas até hoje nada ocorreu efetivamente. Sites como o Dzai, em que o usuário pode criar seu blog agregando áudio, vídeos e outras funções, continuam funcionando a todo vapor. Aquela velha história de que a televisão acabaria com o cinema e a internet com os jornais impressos não aconteceu. Uma ferramenta ou suporte não inviabiliza outro. O Twitter e os blogs, por exemplo, são ferramentas complementares, afirma Rocha. “Não se trata de troca ou substituição, mas sim de complementação.

Não creio que o Twitter seja um modismo. Se olharmos em termos empresariais e tomarmos como base os recentes estudos realizados pela In Press Porter Novelli http://www.inpresspni.com.br e pela E.Life http://www.elife.com.br, podemos constatar o fato – mais do que comprovado, a meu ver – de que as redes sociais são terreno fértil para estratégias de marketing diferenciado e que as empresas podem e deve explorar”, ressalta o professor.

As redes sociais pouco conhecidas devem buscar seu caminho. Para isso, é necessária uma interação maior com o público a que se destinam e uma adequação da linguagem ao perfil da rede social. Um site como o www.visiblebody.com ou www.gliffy.com deve chamar seu público a compartilhar e interagir. Uma ideia interessante não vai atrair, automaticamente, a audiência. Outra preocupação que muitas redes sociais não têm é tornar a navegação uma experiência imersiva e divertida. 

Questão de interesse
A jornalista Gabriela Mafort participa simultaneamente de seis redes sociais mas nem por isso joga seu tempo fora. Além das redes mais conhecidas como Facebook, Orkut e LinkedIn, participa do grupo Social TV Next generation media que debate assuntos profissionais, navega na rede Interatores e está integrada à The Foresight Network, voltada para pesquisadores.

Gabriela afirma que as redes como Orkut e Facebook são fundamentais para relações sociais. Porém, alguns sites mais específicos estão diretamente ligados a seus interesses profissionais. “Redes sociais menos conhecidas servem, muitas vezes, para você focar em um determinado assunto. O problema em participar de muitas redes é saber qual escolher”, conclui.

Para ela, o mais importante é encontrar redes compatíveis com seu universo de pesquisa e interesse. “Muitas pessoas gastam tempo em sites que não agregam nada em sua vida profissional ou pessoal”, afirma. Ela chegou às redes sociais das quais participa a partir de seu grupo de amigos e pesquisas por tema de interesse – foi recebendo convites e escolhendo quais deles teriam mais relação com seu campo de atuação profissional.
(ALN)

Comente

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s