Comunicação em Barcelona



Desde que cheguei à Espanha, estou sendo bombardeado por um volume sem fim de informações sobre comunicação, inovação, tecnologia, cultura e outros bichos mais. Na verdade, fiquei tão estarrecido, que não consigo escrever sobre essas coisas. É uma espécie de bloqueio.

Falar das bancas de revista daqui, por exemplo, já daria boas páginas. As conversas com Ricardo Torres, no Citilab, a filosófica palestra de Jesús Martin Barbero e o bate-papo no restaurante de Vic com Alejandro Piscitelli, poderiam preencher um livro.

Quando estava colando grau, no curso de jornalismo, percebi que minha trajetória acadêmica não podia parar ali. Tinha aprendido muito, mas precisava mais, muito mais. Fiz uma pós na PUC Minas em produção em mídias digitais e fiz boas amizades por lá. As discussões acadêmico-digitais, muito pertinentes, foram o combustível para chegar até o mestrado.

Escolhi a Universitat de Vic, na terra do catalão, e lá comecei, em outubro de 2009, um mestrado semipresencial. Esse estudo me trouxe até Barcelona e não hesitei. Papelada sem fim, traduções juramentadas, mais papeis, diplomas e planos de estudo.

No dia 4 de abril de 2010 desembarquei no Aeroporto Internacional de Lisboa e duas horas depois, em Barcelona. Aqui tudo é comunicação, visualidade e sensação. Seja de sabores, cheiros ou do nada modesto tempero do Kabab – o melhor da cidade.

Por indicação da minha professora Ruth, conheci a livraria Medios, perto da Universitat de Barcelona, ao lado do Museu de Arte contemporânea. Cheguei lá numa tarde displicente e, quanto entrei, senti como se toneladas de livros caíssem sobre minha cabeça. Comprei sete, depois de um minucioso pente fino nas dezenas de prateleiras da deliciosa livraria. Baratos e imprescindíveis, são publicações que não encontro no Brasil. Isso me obrigou a abarrotar sacolas. Precisava agora e, urgentemente, encontrar uma praça e consumi-los.

Cheguei ao insaturável Parque Ciudatella. Sentei na grama e depois busquei o restinho do sol entre árvores nos bancos de madeira de lá. Um por um, fui elegendo a ordem num delicioso caminho de letras e descobertas. Comecei pelo título: El último Ejemplar Del New York Times, de Vittorio Sabadin.

Entre livros, textos, links e muita conversa com professores, nas mesas de bar com colegas do mestrado, chegou o dia de visitar o Citilab – um laboratório de tecnologia em Cornellá, um lugar um pouco distante do centro de Barcelona. Que delicia era estar ali, dentro de uma das tantas salas falando de embriões ainda tão frágeis sobre comunicação e educação. Fotos, anotações e muita memória de um lugar que, no futuro, será tão comum como lojas do MacDonald´s.

2 comentários sobre “Comunicação em Barcelona

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