Jobs muda o WYSIWYG pelo WYSIWYF


Mais que exaltar as competências do gênio Steve Jobs, falecido no dia 5 de outubro, é importante destacar que o CEO da Apple inovou não apenas pelo sucesso de seus produtos, transformados em febre de consumo no século XXI. A empresa de Jobs contribuiu muito para alterar  nossa cognição e como manipulamos e consumimos produtos e informação na rede. A interface gráfica introduzida no Macintosh, em 1984, mudou significamente  a produção gráfica e a relação entre o usuário e o computador. WYSIWYG – What you see is what you get – era um termo para explicar que o você via na tela do computador também iria obter na versão impressa. Era o fim das linhas de comando para se conseguir um simples bold ou itálico em um texto. Bastava você selecionar e marcar o comando que os destaques ficam visivelmente disponíveis.

Com a chegada do iPhone, em 2007, a Apple inaugurou um outro conceito que chamo aqui de WYSIWYF. Algo como o que você vê é o que você sente. Um simples tocador de música ou um aparelho celular passaram a ser percebidos como dispositivos que, além de possuírem um estilo único, proporcionavam uma excelente integração entre forma e função. Além do mais, o manuseio era extremamente simples e prazeroso. Steve Jobs consegue atribuir não apenas qualidades estéticas a seus produtos, mas também sensibilidade e personalidade. Como afirma Steven Jonhson em seu livro Cultura da Interface, “o Mac falava para tipos mais joviais, criativos, novos pensadores e iconoclastas“. As novas interfaces eram inventivas e bem humoradas. O que os dispositivos da Apple mostraram, efetivamente, foi a imensa capacidade criativa de seu principal mentor.

O mais atual dispositivo da Apple, o iPad, enfrenta pesada concorrência dos demais gigantes da eletrônica no mundo. Porém, quando manuseamos os diversos tablets comercalizados hoje em dia, sentimos imediatamente a sutil diferença entre os concorrentes e o modelo da Apple. O modo de tocar, a suavidade com que as imagens trafegam na tela, as sombras e texturas de seus gráficos e a simplicidade de sua interface mostram a diferença entre o conceito e a cópia e deixam claro a distância entre o gênio e o cidadão comum. Com o iPad é possível sentir a alma de Steve Jobs.

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