O desenho de páginas de jornal nos tablets. Parte I


O lançamento dos tablets, em especial o iPad da Apple em 2010, abriu uma corrida das empresas de comunicação no sentido de disponibilizar o conteúdo para esse incipiente ambiente midiático. A fuga de leitores de jornais impressos e, consequentemente, a queda na receita publicitária obrigaram as empresas jornalísticas a buscar outros meios para manter seus negócios. A diversificação de produtos e a penetração dos jornais em dispositivos móveis são um cenário promissor para o meio. O vertiginoso volume de vendas das pranchetas eletrônicas aponta que serão comercializados até 2012 mais de 140 milhões de unidades em todo o mundo. Além disso, o desenho de jornais em tablets está intimamente atrelado ao lay-out do jornal impresso pela força de sua metáfora. O desafio agora é buscar um desenho próprio de páginas, utilizando a potencialidade multimidiática desse meio sem interferir, negativamente, na legibilidade e no caráter intrínseco de informar.

Um modelo pensado há quase 40 anos

O lançamento do iPad em abril de 2010 encerrou um longo ciclo de pesquisas na tentativa de desenvolver um dispositivo móvel eficiente. A ideia de que displays finos e leves pudessem ser usados como mídia portátil para a comunicação surgiu da mente de Alan Kay, cientista visionário que estudava na Universidade de Utah, nos Estados Unidos, na década de 1970.

O modelo apresentado naquele momento era muito diferente dos grandes computadores da época, conhecidos como mainframes, porém, semelhantes ao atuais modelos de leitores digitais como o Kindle, da empresa norte-americana Amazon, lançado em 2007. O cientista batizou seu invento de Dynabook e o descreveu como mídia dinâmica para pensamento criativo. De acordo com Kay, o novo dispositivo seria um manipulador de conhecimento pessoal autossuficiente, portátil no tamanho e no formato de um caderno comum. Ele previa, já naquela época, que o dispositivo deveria ser capaz de armazenar, e, posteriormente, recuperar milhares de páginas, poemas, cartas, receitas, registros, desenhos, animações etc (FIDLER, 1997).

Dynabook, o tablet idealizado por Alan Kay na década de 1970
Dynabook, o tablet idealizado por Alan Kay na década de 1970

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