É, o mundo mudou!!!


Criança brinca com tablet

A tela sensível e o fácil manuseio contribuem para a rápida adoção desse dispositivo

Outro dia discutíamos na redação como serão, em breve, as salas de aula brasileiras com tablets por todos os lados, como já acontece em países desenvolvidos. É possível que os professores consigam a atenção de seus alunos totalmente adaptados à nova era tecnológica? E o giz e o apagador? Pode-se dizer que já são artigos em extinção? Na certa, pais enlouquecidos e professores perdidos serão comuns em muito pouco tempo…

Ao ler o artigo de Nelson de Sá, articulista da Folha de S. Paulo, no site Observatório da Imprensa, de 2/2/2012, qual não foi minha surpresa com a divulgação de um estudo feito na Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, informando que um leitor de jornal em papel retém mais informações que um leitor on-line. “Leitores on-line tendem a escanear os textos, enquanto os leitores de impresso tendem a ser mais metódicos”. Interessante.

O comportamento de 45 estudantes da universidade foi analisado, sendo que 77% deles estão acostumados a obter notícias via internet. Divididos em dois grupos, a leitura nas versões em papel e on-line foi monitorada.

O que revela a pesquisa é que o leitor do New York Times em papel recorda mais das notícias que o leitor do site, além de relembrar mais de tópicos publicados no jornal do que no formato on-line. O estudo mostra ainda que trechos importantes distribuídos ao longo do texto são mais recordados pelos leitores do impresso que o internauta que lê as informações on-line. No entanto, a lembrança de títulos é a mesma no papel e no site.

Só que nisso há várias questões: estamos falando de jovens universitários, que ainda viveram um pouco, ou melhor, um restinho da era do impresso. Já pensaram nas crianças? As próximas gerações, aliás, estas que já estão aqui, não mais compartilham do tradicional ato de folhear páginas e páginas de jornais, como nós, adultos e idosos, ainda conservamos.

PUPILOS E TABLETS?!!!!?

E ao que parece, essa situação é irreversível! Uma escola de Auburn, cidade do estado americano de Maine, gastou US$ 200 mil na compra de cerca de 300 tablets para alunos de 5 anos (do jardim), que começaram a frequentar a escola em agosto de 2011. Mesmo com problemas de alfabetização, decorrentes da pouca idade, os pequenos aprendem desenho e música por meio de aplicativos, reconhecem letras e constroem palavras.

Alguns sinalizam para a revolução na educação pela possibilidade de tocar a tela, pela simplicidade de uso e por trazer para a vida cotidiana sons e imaginação. Estados como Nebraska, Ohio e Arizona também aderiram à novidade doando iPads aos seus pupilos, vendendo a ideia de que “basta que os estudantes estejam engajados para que você ensine a eles qualquer coisa”.

No entanto, alguns pais e especialistas em educação não estão muito certos sobre as vantagens de se ter iPads nas salas de aula com crianças tão novas. Será que esses US$ 200 mil (o equivalente a R$ 345 mil) não seriam melhor empregados em outros programas de aprendizado? Não podemos afirmar isso ainda, mas quem mais vai sofrer nos próximos anos com essa história são os professores, muitos deles com míseros salários, e que mal têm condições de adquirir um computador, o que dirá um tablet.

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