Perdeu, Playboy!


Revista Playboy deixará de circular em papel
Revista Playboy deixará de circular em papel

Esta semana, a Abril surpreendeu a todos com a notícia do fechamento da revista Playboy. A não ser que a Abril desista da marca Playboy, o título mais famoso e respeitado no seu segmento tem uma legião de fãs e não acabará se deixar de circular a versão impressa. O que levou à derrocada da tão tradicional edição brasileira da revista, que estampou em suas capas as mulheres mais bonitas e desejadas do Brasil?

Atualmente, a publicação tem circulação de 139.652 exemplares – ela já chegou a vender 1,2 milhão de exemplares. Isso pode justificar o encerramento da versão em papel. Já os números que a empresa apresenta no universo digital são impressionantes:

17 milhões de pageviews

562.000 visitantes únicos

90.035 curtidas na página do Facebook

137.877 seguidores no Twitter

A publicação tem hoje uma audiência muito maior que antes, uma abragência planetária e não precisa mais da versão impressa para vender publicidade. A disrupção que a Abril inicia deve se alastrar por várias revistas mundo afora. A audiência está fragmentada e capilarizada entre diversas mídias. É maior e pode gerar lucro, sem dúvida.

A Abril não está perdendo leitores. O que está acontecendo é a migração da audiência para outros canais, o que é muito óbvio e compreensível. Com o crescimento do uso da internet através de dispositivos móveis, o acesso a conteúdo adulto ficou muito mais fácil e diverso. A Abril, é claro, sabia disso.

playboy
A publicação migrou para novos dispositivos e mídias

Mas o que justifica então o grande número de demissões que estão acontecendo na Abril? Simples. Parte dos jornalistas, publicitários, diagramadores e a equipe de vendas estava atrelada ao modo analógico de produção e consumo. A revista era boa e fácil de vender. Tinha um público fiel (e o tem até hoje). Porém, o jeito de contar histórias ganhou novos atores. Vídeos, redes sociais, dispositivos móveis e fãs engajados. Fim da barreira geográfica, fim da logística de distribuição e impressão. É claro que toda essa mudança na produção impacta os empregos. Mas abre também portas a diversas outras profissões que sequer existiam há cinco anos.

Temos agora uma audiência muito mais preocupada em comentar e repercutir os assuntos da revista do que simplesmente consumí-la passiva e solitariamente. Estamos envolvidos na ecologia midiática irreversível. Não é o mais forte da espécie que sobrevive e sim aquele mais adaptável à mudança.

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