O futuro da educação


Ganhos exponenciais, educação disruptiva, redes neurais, websemântica e alguns outros “bichos” estão em voga pelo mundo.

Nas palestras que participei no último mês, um vocabulário muito diferente já está na boca de cientistas, educadores e grandes empresários. Estamos na quarta revolução industrial – a mais profunda já vivida. Robôs farão o nosso trabalho e, assim, temos mais tempo para nos divertir, curtir a família e viajar. Nosso cérebro terá outra ocupação, será?

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Martinianos encantou os participantes com uma palestra inteligente e provocante

É impressionante como os indicadores apontam que estamos categoricamente em uma nova revolução. Inúmeras são as profissões nascendo ou ganhando maior visibilidade no mundo: engenheiros, neuro-eticistas, engenheiro educativo, geneticistas e neuropolíticos. Enquanto outras várias sofrem mudanças radicais: motoristas, professores, enfermeiros, pilotos de avião e telemarketing.

O novo estilo de educação não deixa dúvidas de que estas alterações profissionais surgirão com maior intensidade.

Vanderlei Martinianos – pesquisador brasileiro que vive na França – participou da Campus Party e, com certeza, trouxe uma das melhores palestras que já assisti na vida, o assunto abordado foi os novos caminhos da educação, que ele usou como plano de fundo a École 42, uma escola aberta que funciona em Paris e tem atraído a atenção de educadores mundo afora.

A escola quebra a diferença entre aluno e professor, colocando todos em pé de igualdade. Os novos educadores, agora, têm a missão de serem tutores de seus alunos e não mais donos do conhecimento ou detentores das ciências em seus cérebros enciclopédicos. “O conhecimento está na nuvem”, ressalta Martinianos.

Computadores espalhados em três andares do edifício da École 42, com exercícios on-line, são a tônica da escola. Não podemos disputar com o aluno ou obrigá-lo a decorar informações, dados não estão mais na ponta da língua, mas na ponta dos dedos.

Lembro que gravar o nome dos tipos de nuvem era uma das matérias que estudei em sala no ensino médio. Nunca acreditei que precisaria, um dia, de tais informações. Fazer o que, não é mesmo? Precisei ir bem na prova para seguir em frente.

 Como será a educação que já está chegando nos principais países do mundo?

  1. A trajetória do aluno vai contar muito. O bom currículo não estará mais relacionado à quantidade de cursos que ele tenha participado ou concluído, mas sua experiência no exterior, nível de inventividade, capacidade crítica e, especialmente, sua visão de mundo.
  2. Prototipar, testar, reconstruir e tirar conclusões. Aprender como as coisas funcionam produzindo com as próprias mãos. Os cálculos são imprescindíveis para se construir uma ponte, entretanto, ao imprimir uma miniatura em 3D, o aluno poderá testar os materiais e entender a necessidade de elaboração dos cálculos.
  3. Cada aluno apreende o conteúdo de uma maneira: escrevendo, observando, lendo ou assistindo um vídeo. As competências cognitivas de cada criança poderão ser identificadas por meio de testes de DNA, íris ou sangue. Assim, conhecendo a fundo o aluno, poderemos entregar a ele uma metodologia de ensino personalizada e indicar, inclusive, quais as áreas que mais combinam com sua personalidade.

Então, vai ficar fora dessa revolução? Quer saber mais sobre educação do futuro? Escreva para nós: alyssonlneves@gmail.com

 

Um comentário sobre “O futuro da educação

  1. Republicou isso em Ícaro Batistae comentado:
    Fantástico! Sempre acreditei em um ensino/aprendizagem mais livre, criativo, horizontal e colaborativo. Provas, ditados, vestibulares: até quando fingir ser possível provar conhecimento adquirido por meio de métodos tão falhos e rasos? Se este é o caminho, a humanidade só tem a comemorar! Bora atualizar!

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